Onde encontrar tempo para afiar o machado? Afiando o seu machado. Quando um lenhador afia o seu machado, executa melhor o seu ofício, o que significa mais qualidade, melhor precisão e tudo isso em menos tempo, porque a prática bem feita leva a resultados que ousamos chamar de perfeição.
Metodologia é fundamental por isso. Porque apenas uma prática bem feita pode levar a resultados dignos de se aproximar da perfeição. E é por isso que a mera experiência sem consciência pode representar, em alguns casos, em uma prática imperfeita, improdutiva e dispendiosa - fruto dessa experiência.
Certa vez, presenciei uma cena inusitada: o sujeito se recusava a aprender uma nova maneira de fazer algo no trabalho. E a justificativa dele era "eu faço isso dessa maneira há vinte anos e não é você, com vinte dias de empresa, que vai me ensinar a fazer o meu serviço." O colega, que adorava um conflito, devolveu na mesma moeda: "Respeito a sua experiência, afinal, o senhor está há vinte anos fazendo a coisa do jeito errado e eu sou apenas um iniciante fazendo do jeito certo."
O uso cego de qualquer metodologia pode inibir a criatividade e a inovação. É provável que poucas metodologias - quiçá nenhuma - possam ser consideradas como perfeitas e acabadas. Por isso, aprender a afiar o machado é um desafio para quem é cheio de vontade a ponto de deixar a ansiedade tomar as rédeas do comportamento e age sem pensar. Obtém produtividade e resultados com base na intensa energia empregada a obtê-los. Atinge metas extraordinárias, mas se permitisse que a sabedoria do lenhador lhe ensinasse, talvez obtivesse os mesmos resultados com menos esforço e lhe sobraria assim, algum tempo para refletir se o método não pode ser aperfeiçoado.
Fazer o que eu já sei fazer é fácil. Difícil é ampliar esse limite. Tenho que estar disposto a lidar com as minhas limitações, a me lançar a experiências novas, o que muitas vezes me aterroriza. Posso me frustrar, me magoar e pior do que isso, posso chegar ao ponto de me castigar por ter errado ou por não ter sido mais uma vez perfeito. E esse é o custo de ousar transpor os nossos limites.
Mas apenas transpondo esses limites com a condição de aceitar os próprios erros e de perdoar a si mesmo por não ser perfeito podemos evoluir. Assim, estaremos prontos para derrubar uma floresta, afiar o machado para o dia seguinte e, quando sobra tempo, podemos escrever esta experiência para compartilhar com quem se interessa por isso. É preciso tempo para assimilar as nossas experiências.
O texto termina aqui, mas escrevi uma frase para sintetizar isso tudo. Coloquei no Twitter e fui ajustando para o limite dos 140 caracteres. O desafio, na prática, era enxugar a frase para que ela se adequasse à limitação do site sem perder o seu sentido original. A inspiração do tema partiu de uma frase de Abraham Lincoln, que dizia que se tivesse oito horas para derrubar uma árvore, passaria quatro afiando o seu machado.
As fases da lapidação:
Um lenhador afia o seu machado para cumprir a sua tarefa com menos esforço. Assim, faz o que precisa ser feito em menos tempo e aproveita o restante para afiar o machado para o dia seguinte. (-52 caracteres - frase criada livremente)
1) Um lenhador afia o seu machado e cumpre a sua tarefa com menos esforço. Faz o que precisa ser feito em menos tempo e aproveita o restante para afiar o machado para o dia seguinte. (-40 caracteres - a frase começou a ser enxugada)
2) Um lenhador afia o seu machado e cumpre a sua tarefa com menos esforço. Conclui seu trabalho em menos tempo e, com a sobra, afia o machado para o dia seguinte (-18 caracteres - nessa hora parece que não é mais possível reduzir o texto sem perder informações)
3) Um lenhador que afia o seu machado cumpre a sua tarefa mais cedo, com menos esforço e melhor resultado. E no tempo livre, afia o seu machado. (-1 caractere - só falta um!)
4) Um lenhador que afia o seu machado cumpre a sua tarefa mais cedo, com menos esforço e melhor resultado. E no tempo livre, afia o seu machado (140 caracteres. Missão cumprida e ponto final).
O resultado final:
Um lenhador que afia o seu machado cumpre a sua tarefa mais cedo, com menos esforço e melhor resultado. E no tempo livre, afia o seu machado
@fernandobotto - tiwitter
segunda-feira, 4 de abril de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
Coisa burra, mas interessante
Uma vez fiz um questionamento muito profundo a um professor de filosofia durante uma aula. Mas não se tratava de um questionamento qualquer. Era na verdade um dúvida da minha alma, fruto de uma profunda reflexão que fiz a respeito de tudo aquilo que havia aprendido nos últimos anos de estudo associado a questões existenciais que finalmente culminava naquele momento sagrado de enfrentar aquele indescritível monstro através das palavras do sábio que provocou a minha entusiasmada participação. Levantei o dedo, triunfante, e fiz uso da palavra com inabalável confiança e certo de que meu questionamento traria para a aula uma preciosa contribuição para o engrandecimento da ciência, além de me ajudar a por fim naquele terrível enigma da alma.
O mestre ouviu com atenção tudo o que eu disse, pensou um pouco, olhou para o infinito como quem busca uma espécie de inspiração divina para responder à minha questão e disparou:
- Fernando, você falou uma coisa burra, realmente burra, talvez a coisa mais burra que eu já ouvi até hoje. É burra, mas é interessante.
Eu às vezes penso coisas burras. Complicado é que eu resolvo publicar algumas delas. Duro é saber separar o que é uma coisa burra por si só ou quando é burra, mas é interessante.
Hoje escrevi uma coisa burra, mas interessante no twitter e quero ilustrar esse texto burro, para tentar torná-lo burro, mas interessante:
“Se a tua mulher pensa que é um jardineiro e te trata como um jardim, escolha entre viver sendo podado ou liberte-se e vire um terreno baldio.”
@fernandobotto (pelo twitter)
Essa reflexão matou a minha dúvida naquela aula e nessa vida. Descobri que tem saída para gente burra. As pessoas não precisam ser burras e pronto. O insight é aprender a ser burro, mas interessante.
O mestre ouviu com atenção tudo o que eu disse, pensou um pouco, olhou para o infinito como quem busca uma espécie de inspiração divina para responder à minha questão e disparou:
- Fernando, você falou uma coisa burra, realmente burra, talvez a coisa mais burra que eu já ouvi até hoje. É burra, mas é interessante.
Eu às vezes penso coisas burras. Complicado é que eu resolvo publicar algumas delas. Duro é saber separar o que é uma coisa burra por si só ou quando é burra, mas é interessante.
Hoje escrevi uma coisa burra, mas interessante no twitter e quero ilustrar esse texto burro, para tentar torná-lo burro, mas interessante:
“Se a tua mulher pensa que é um jardineiro e te trata como um jardim, escolha entre viver sendo podado ou liberte-se e vire um terreno baldio.”
@fernandobotto (pelo twitter)
Essa reflexão matou a minha dúvida naquela aula e nessa vida. Descobri que tem saída para gente burra. As pessoas não precisam ser burras e pronto. O insight é aprender a ser burro, mas interessante.
Quem tem medo do manual?
Acreditar que todos os motoristas que compram um carro novo lêem imediatamente as novecentas e cinquenta e sete páginas do manual é uma característica preconcebida da indústria automotiva.
A sacada genial de criar aparelhos e instrumentos de usabilidade e funcionalidade cada vez mais intuitiva - pensando num usuário totó, iniciante e inexperiente - é algo que se percebe nitidamente quando se vivencia uma experiência de compra de um produto da Apple. O tablet Ipad, por exemplo, tem um folheto, ao invés de um complicado manual. E olha que ele sim, faria jus a um complicado manual de funcionamento, porque trata-se de um novo conceito de navegação de internet, dentro de outras funcionalidades que ainda estou para descobrir com a minha intuição de totó.
Mas carro não é Ipad. Um automóvel, por sua complexidade, precisa de mais explicações do que um brinquedinho de navegação virtual e penso que um manual, nesse caso, é indispensável. Convenhamos que não há intuição que ajude a saber qual fusível devo substituir quando a luz interna do lado direito do banco trazeiro do carro deixou de funcionar. Tenho que consultar a página 712 do manualzinho. E aí que as coisas complicam. A tecnologia da informação ainda não chegou na indústria automobilística. E não é atraso de terceiro mundo, porque nem mesmo os melhores automóveis importados disponibilizam um manual virtual, com vídeos tutoriais ou outros recursos que existem e que já me ajudaram a fazer coisas muito mais complexas do que trocar um fusível queimado: aprendi a fazer mosaico pela internet.
Um vídeo de trinta segundos bastaria para me mostrar como trocar o fusível em três atos: no primeiro ato, apresenta o tipo de falha "essa luz aqui não funciona?", segundo ato: "abra essa caixinha aqui e encontre o terceiro fusível de cor azul", terceiro ato: "retire esse fusível, leve numa loja de autopeças, compre um igual e encaixe no lugar de onde o retirou. ".
Mas isso seria evolução demais para quem escreve os manuais. Poderia desempregar esse pessoal, que criaria um transtorno na indústria automotiva. Além disso, acho que eu que eles sim, lêem os manuais. Antes de abrir a caixa dos produtos que comprar e de ligar o carro novo pela primeira vez. Criatividade e comunicação é a chave de ouro para criar sistemas que funcionem, que levem em conta que existem totós como eu, que compram carros e sentem dificuldade de ler as novecentas e cinquenta e sete páginas do manual. Mas é claro que eu talvez seja a exceção, um dos poucos consumidores que não sentem uma enorme satisafação em levar um manual do carro para a beira da praia e passar longas horas, me divertindo, me entretendo e conhecendo melhor esse fantástico mundo dos fusíveis queimados.
OBS: 12,87% das pessoas que leram esse artigo pensaram em me dizer que o manual não foi feito para ser lido, mas para ser consultado. Obrigado. Assim me sinto mais leve por não tê-lo lido. E que Deus proteja os meus fusíveis.
A sacada genial de criar aparelhos e instrumentos de usabilidade e funcionalidade cada vez mais intuitiva - pensando num usuário totó, iniciante e inexperiente - é algo que se percebe nitidamente quando se vivencia uma experiência de compra de um produto da Apple. O tablet Ipad, por exemplo, tem um folheto, ao invés de um complicado manual. E olha que ele sim, faria jus a um complicado manual de funcionamento, porque trata-se de um novo conceito de navegação de internet, dentro de outras funcionalidades que ainda estou para descobrir com a minha intuição de totó.
Mas carro não é Ipad. Um automóvel, por sua complexidade, precisa de mais explicações do que um brinquedinho de navegação virtual e penso que um manual, nesse caso, é indispensável. Convenhamos que não há intuição que ajude a saber qual fusível devo substituir quando a luz interna do lado direito do banco trazeiro do carro deixou de funcionar. Tenho que consultar a página 712 do manualzinho. E aí que as coisas complicam. A tecnologia da informação ainda não chegou na indústria automobilística. E não é atraso de terceiro mundo, porque nem mesmo os melhores automóveis importados disponibilizam um manual virtual, com vídeos tutoriais ou outros recursos que existem e que já me ajudaram a fazer coisas muito mais complexas do que trocar um fusível queimado: aprendi a fazer mosaico pela internet.
Um vídeo de trinta segundos bastaria para me mostrar como trocar o fusível em três atos: no primeiro ato, apresenta o tipo de falha "essa luz aqui não funciona?", segundo ato: "abra essa caixinha aqui e encontre o terceiro fusível de cor azul", terceiro ato: "retire esse fusível, leve numa loja de autopeças, compre um igual e encaixe no lugar de onde o retirou. ".
Mas isso seria evolução demais para quem escreve os manuais. Poderia desempregar esse pessoal, que criaria um transtorno na indústria automotiva. Além disso, acho que eu que eles sim, lêem os manuais. Antes de abrir a caixa dos produtos que comprar e de ligar o carro novo pela primeira vez. Criatividade e comunicação é a chave de ouro para criar sistemas que funcionem, que levem em conta que existem totós como eu, que compram carros e sentem dificuldade de ler as novecentas e cinquenta e sete páginas do manual. Mas é claro que eu talvez seja a exceção, um dos poucos consumidores que não sentem uma enorme satisafação em levar um manual do carro para a beira da praia e passar longas horas, me divertindo, me entretendo e conhecendo melhor esse fantástico mundo dos fusíveis queimados.
OBS: 12,87% das pessoas que leram esse artigo pensaram em me dizer que o manual não foi feito para ser lido, mas para ser consultado. Obrigado. Assim me sinto mais leve por não tê-lo lido. E que Deus proteja os meus fusíveis.
sábado, 22 de maio de 2010
O simples, o prolixo e o complicado
Certa vez, três amigos se encontraram num bar. O simples, o prolixo e o complicado.
O garçom veio para tomar nota do pedido. O simples pediu um misto quente e uma coca-cola. O prolixo, antes de fazer o seu pedido, fez um longo discurso, dizendo que o misto era uma escolha duvidosa, porque a revista American Science Troubles do mês trazia o resultado de um extenso estudo sobre aqueles pequenos queimadinhos do pão de misto quente e seus terríveis efeitos sobre a saúde, além de relatar o quanto os refrigerantes fazem mal à saúde. E continua, dizendo que o problema não é só o açúcar, mas o gás, que dá celulite nas mulheres e estufa a barriga nos homens. Após seu prólogo, passa a analisar o cardápio, produto a produto, um a um, com um breve comentário sobre cada um deles, até o seu fim. Olha para o garçom, confiante, e pede um misto quente e uma coca-cola, para acompanhar o amigo.
Daí chega a vez do complicado. Primeiro, ele enrola um pouquinho, vai ao banheiro, volta, olha o relógio, puxa o celular, escreve uma mensagem, envia, diz que já comeu algo antes de sair de casa e que não quer nada. Quando chega a comida dos colegas, belisca um pouquinho e resolve pedir algo para ele. Vem o garçom, ele pede alguma coisa diferente do que os colegas pediram, mas como não sabe exatamente o que quer, pergunta se o sujeito tem alguma sugestão. O garçom oferece umas quinze sugestões. Nenhuma ele diz nem que sim, nem que não. Os amigos já começam a ficar desconfortáveis com a situação. O garçom, com a caneta e o papel nas mãos, está desenvolvendo uma úlcera e os clientes das outras meses já perceberam faz tempo a situação. O resultado é que o complicado escolhe, escolhe, pede mais opiniões, revela que sabe o que quer, mas que não sabe explicar e pede ao garçom um sanduíche de pão com queijo na chapa e um daquele refrigerante de embalagem vermelha do cartaz.
E, assim, o simples, o complicado e o prolixo confraternizam e se divertem, cada qual com as suas diferenças e complementariedades. É claro que cada um de nós se identifica mais com algum desses tipos e tem calafrios e cinco tipos de medo quando sai com algum daqueles que pertence à outra categoria. Ainda bem que tem gente simples no mundo, porque graças aos simples, que há soluções práticas para problemas complexos. Assim como é muito bom haver pessoas prolixas, porque apenas alguém com suprema atenção aos detalhes e à história de tudo, poderia criar as pizzarias com 96 sabores à sua escolha. Mas a quem devemos realmente agradecer é ao complicado. Ele faz nós termos a sensação de ainda não ter chegado lá e de que ainda falta alguma coisa para o nosso produto ficar perfeito... e continuamos aperfeiçoando aquilo que sabemos fazer.
Um dos bons autores que tratam de coisas simples, porém não simplistas, é Eugênio Mussak, que explicou a origem da palavra simples que quer dizer "com uma dobra". Aquilo que tem mais dobras, deixa de ser simples. E nos convida para compreender o conceito: "Imagine uma folha de papel na qual está escrita uma mensagem. Quem a escreveu dobrou a folha uma única vez e a entregou para você, que em um gesto único a abre e lê seu conteúdo. Simples!"
Fernando Botto é escritor, docente, faz palestras de temas como liderança, relacionamento interpessoal, motivação, estratégia de negócios e criatividade.
O garçom veio para tomar nota do pedido. O simples pediu um misto quente e uma coca-cola. O prolixo, antes de fazer o seu pedido, fez um longo discurso, dizendo que o misto era uma escolha duvidosa, porque a revista American Science Troubles do mês trazia o resultado de um extenso estudo sobre aqueles pequenos queimadinhos do pão de misto quente e seus terríveis efeitos sobre a saúde, além de relatar o quanto os refrigerantes fazem mal à saúde. E continua, dizendo que o problema não é só o açúcar, mas o gás, que dá celulite nas mulheres e estufa a barriga nos homens. Após seu prólogo, passa a analisar o cardápio, produto a produto, um a um, com um breve comentário sobre cada um deles, até o seu fim. Olha para o garçom, confiante, e pede um misto quente e uma coca-cola, para acompanhar o amigo.
Daí chega a vez do complicado. Primeiro, ele enrola um pouquinho, vai ao banheiro, volta, olha o relógio, puxa o celular, escreve uma mensagem, envia, diz que já comeu algo antes de sair de casa e que não quer nada. Quando chega a comida dos colegas, belisca um pouquinho e resolve pedir algo para ele. Vem o garçom, ele pede alguma coisa diferente do que os colegas pediram, mas como não sabe exatamente o que quer, pergunta se o sujeito tem alguma sugestão. O garçom oferece umas quinze sugestões. Nenhuma ele diz nem que sim, nem que não. Os amigos já começam a ficar desconfortáveis com a situação. O garçom, com a caneta e o papel nas mãos, está desenvolvendo uma úlcera e os clientes das outras meses já perceberam faz tempo a situação. O resultado é que o complicado escolhe, escolhe, pede mais opiniões, revela que sabe o que quer, mas que não sabe explicar e pede ao garçom um sanduíche de pão com queijo na chapa e um daquele refrigerante de embalagem vermelha do cartaz.
E, assim, o simples, o complicado e o prolixo confraternizam e se divertem, cada qual com as suas diferenças e complementariedades. É claro que cada um de nós se identifica mais com algum desses tipos e tem calafrios e cinco tipos de medo quando sai com algum daqueles que pertence à outra categoria. Ainda bem que tem gente simples no mundo, porque graças aos simples, que há soluções práticas para problemas complexos. Assim como é muito bom haver pessoas prolixas, porque apenas alguém com suprema atenção aos detalhes e à história de tudo, poderia criar as pizzarias com 96 sabores à sua escolha. Mas a quem devemos realmente agradecer é ao complicado. Ele faz nós termos a sensação de ainda não ter chegado lá e de que ainda falta alguma coisa para o nosso produto ficar perfeito... e continuamos aperfeiçoando aquilo que sabemos fazer.
Um dos bons autores que tratam de coisas simples, porém não simplistas, é Eugênio Mussak, que explicou a origem da palavra simples que quer dizer "com uma dobra". Aquilo que tem mais dobras, deixa de ser simples. E nos convida para compreender o conceito: "Imagine uma folha de papel na qual está escrita uma mensagem. Quem a escreveu dobrou a folha uma única vez e a entregou para você, que em um gesto único a abre e lê seu conteúdo. Simples!"
Fernando Botto é escritor, docente, faz palestras de temas como liderança, relacionamento interpessoal, motivação, estratégia de negócios e criatividade.
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